Antonio Digital

É comum os jumentos usarem um tampão nos olhos, você já percebeu? Não sei exatamente o motivo mas eles usam. E o que diríamos de um tampão ultramoderno? Além de proteger (caso essa seja a função) ele também conecta seu usuário com o mundo inteiro! Por dentro dele não há um buraco feito pro olho enxergar o mundo ao seu redor mas sim, uma completa rede de informações feita para o olho enxergar o que está além do que é visto.

“Que coisa útil então”, você poderia dizer. Um jumento com tapa olho informativo e interativo é a melhor coisa que poderia acontecer. Mas espere, será que estou dizendo que aqueles que usam esse recurso são jumentos? Não, não é isso que estou dizendo, mas quero dizer que esse tipo de recurso pode transformar alguém em “jumento”.

Você poderia dizer então que a respeito desse assunto não há o que temer pois você não se deixa levar por qualquer baboseira de internet, não se estressa com ninguém, não possui “haters” em suas redes sociais, não posta muitas selfies, etc e etc. Para finalizar seu discurso você diria que a internet não te domina e que você é uma pessoa bem resolvida que não perde seu precioso tempo com essas coisas. Pois bem. Será mesmo?

Mesmo que você esteja certo não custa nada se autoavaliar…responda para você mesmo:

https://blogdaprila.wordpress.com/2020/02/24/faco-por-pra-mim-ou-pros-outros-verem/

https://gauchazh-clicrbs-com-br.cdn.ampproject.org/c/s/gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/amp/2014/05/Como-a-iluminacao-artificial-pode-atrapalhar-nosso-relogio-biologico-4496908.html

O efeito Dunning-Kruger: o que é o fenômeno que empoderou ignorantes na internet

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Poema Futurista: Poeta e Trabalhador

Desenho e ilustração de Moda autoral

Como eu desenho, não poderia deixar de de vez em quando fazer uma ilustração de Moda e associá-la a Literatura, até porque todo movimento literário na história da humanidade sempre foi também um movimento artístico que influenciava comportamentos e maneiras de se vestir. ⁣

Hoje é sobre o Futurismo, um movimento que foi marcado por muita inovação no início do século XX. Foi a época das grandes máquinas para indústrias, máquinas “ambulantes” (carros) e aviões (lembra -se do Santos Dumont?)⁣

A velocidade era desejada em todos os aspectos, inclusive em versos poéticos ⁣

Foi nesse tempo que surgiu o proletariado, a classe trabalhadora, visto que agora havia muitas fábricas…e por falar nisso deixo aqui um poema futurista… – por Prila Pacheco ⁣



POETA E TRABALHADOR⁣

Nós somos iguais⁣
Camaradas, dentro da classe trabalhadora⁣
Proletários do corpo e da alma⁣
Apenas juntos vamos embelezar o mundo⁣
E vamos empurrá-lo com hinos

Autor: Vladimir Mayakovsky

Até que ponto nosso trabalho nos satisfaz?

Foto autoral

Hoje eu assisti a um pequeno vídeo no qual um escritor fazia uma comparação entre o eixo e o pneu de uma bicicleta com a nossa vida: “O pneu é o que está fora da ordem, é a periferia. O pneu é que rala nas ostras, passa pelas pedras, passa pelos pedregulhos, vidros, etc… E se a gente viver só no pneu a gente vai ter uma vida muito estressante, muito desgastante. E você não vai encontrar o seu propósito no pneu, você vai encontrar no eixo. O eixo é a metáfora da ordem natural, esse estado, esse estágio, esse lugar onde a gente tem uma certa distância, um distanciamento do mundo externo, esse mundo fora da ordem pra que a gente possa captar verdadeiramente o nosso propósito …O normal é viver no pneu. Esse é o normal, é a vida normal. É a vida do horário de entrar, do horário de sair. É a vida da obediência, da subserviência. Esse é o normal. ..” – Roberto Tranjan.

Ele acrescentou que o eixo equivale a naturalidade e por isso precisamos voltar para ele. O eixo é o nosso propósito, aquilo que sabemos sobre nós e nossos talentos, e o pneu é aquilo que a sociedade diz sobre nós, aquilo que amigos e familiares veem em nós e sabem de nós.

Interessante é que hoje eu estava justamente pensando sobre minha vida profissional. Ainda estou de férias mas já tem grupos do serviço em aplicativo de conversa mandando mensagens sobre reuniões online de planejamento anual…e eu pensei “Poxa, mal curti minhas férias e nem esperaram o mês de Fevereiro acabar…as aulas só retornam mês que vem! Quanta pressa pra fazer reunião…” Daí comecei a pensar que se é sempre tudo a mesma coisa, os mesmos planejamentos e os resultados são sempre os mesmos ou abaixo do esperado porque temos que nos desgastar antes da hora? Pois ano passado, devido a pandemia, o desgaste foi terrível pra quem é professor. Cobranças em cima de cobranças. Quer saber? Eu não me senti professora. Me senti uma funcionária de secretaria de educação tendo que lidar com uma demanda maior do que aquela que eu tinha em sala de aula. Parecia que meu serviço tinha sofrido um desvio de foco, entende? Eu nunca tinha sentido tanto desânimo em trabalhar como no ano passado. Tudo havia perdido o sentido e parecia que eu estava perdendo meu tempo. Quem trabalha na área educacional como eu irá entender o que estou dizendo. Muitos professores pediram demissão, outros pediram licença ou até exoneração.

Há 15 anos eu sei o que é participar de reuniões pedagógicas no início do ano letivo. Durante todos esses anos eu lido com alunos, com colegas de trabalho, com o sistema e com a descoberta gradual do meu maior propósito. Essa última parte eu despertei para ela há poucos anos mas foi nessa pandemia que tudo mudou e começou a fazer mais sentido. De repente descobri que não me sinto tão satisfeita mesmo fazendo o que gosto e tá tudo bem. Não posso me culpar porque é justamente percebendo isso que serei impulsionada para um outro patamar.

Eu sempre soube que dar aula seria apenas um dos caminhos para eu realizar algo maior. A primeira porta que se abriu na minha vida foi a área da Educação e eu realmente não consigo me ver longe do ensino, porém o que durante todo esse tempo venha talvez diminuindo minha paixão é o sistema. Me sinto imensamente orgulhosa e feliz de ter alunos, de ter passado pela vida de vários estudantes (a maioria hoje é profissional de alguma área) e no lecionar eu realizo meu desejo de influenciar e fazer a diferença na vida de alguém.

Quanto aos colegas de trabalho, não sei se você sabe mas professores são os melhores profissionais pra ter bom senso de humor porque fazemos piadas das dificuldades (risos) e raramente rola competição. A meu ver, trabalhar com Educação é um dos empregos em que alguma rixa pode surgir talvez por diferenças de ideologia política entre professores ou por ambição de alguns cargos de diretoria ou orientação pedagógica. Já na área da arte em geral, essa questão de competição é mais forte e eu já percebi isso. Amo tanto lidar com arte mas essa questão de competição já quase me desanimou algumas vezes…É algo mais escancarado, entende? Às vezes assusta. Mas deixarei pra entrar nessa questão numa próxima postagem.

A pandemia veio para definir o conceito de satisfação com meu trabalho. Antes, mesmo com algumas dificuldades por parte do sistema educacional, ainda era possível aquela interação com os alunos (meu público alvo), eu me sentia mais útil porque eu também conversava com eles, compartilhava coisas da vida, era algo mais pessoal porém agora com muitas coisas em fase de mudança (ensino online e híbrido) nada será como antes e se voltar ao normal, acredito que vai demorar um tempo. O mundo também anda se complicando tanto (em vários sentidos) que nem sei como será o futuro educacional. Se o sistema piorar e atrapalhar ao em vez de ajudar, realmente não verei motivos para permanecer nele. Veja bem, eu não estou aqui falando mal da minha profissão e dizendo que me arrependo dela. Estou falando da minha experiência pessoal na área de Educação e a que conclusão cheguei. Quem tem vocação pra ensinar nunca deixará de ensinar, mas isso não significa que a forma de trabalhar e as perspectivas não possam mudar. E se cansar do sistema não é pecado.

Durante essa quarentena descobri mais ainda que há algo muito mais além do que seguir um sistema que não muda nunca, algo que ao em vez de progredir, retarda…e que por mais que eu contribua com meu talento não tenho visto muito retorno. Quando falo de retorno, não falo de salário mas falo de realização. Inclusive, é o salário que me deu base durante todo esse tempo para investir em outros sonhos, em paixões que eu tinha desde a infância e agradeço muito a Deus por isso mas creio que isso ainda não é tudo. Aliás eu sempre soube que foi Deus quem me deu empregos. Talvez por eu ser da área de criação (minha tendência é mais pra criar do que pra seguir sistema burocrático que não mostra resultados) eu seja uma profissional meio inconformada (risos).

Às vezes eu penso “Será que a vida profissional é tão perfeita assim como o LinkedIn mostra?” Digo isso porque na maioria das vezes as pessoas parecem ser super heróis profissionais no LinkedIn (risos) mas será que todas essas pessoas estão realmente satisfeitas com o que fazem? Existem outras redes sociais, é claro, mas essa que eu mencionei é a principal.

Será que as pessoas cumprem seu verdadeiro propósito em suas profissões ou apenas seguem a tendência atual dos coachs da vida? Será que se mostram assim porque todo mundo faz isso também?

E você? Qual é o nível de satisfação que você tem com seu trabalho? Já se sentiu insatisfeito até mesmo fazendo o que gosta? Qual é a sua motivação verdadeira? Você o usa pra tapar um buraco de algo que falta ou ele é uma porta que te levará a um outro sonho? Reflita e tire suas conclusões. O mundo está “mesmizento” demais (risos)…precisa de um pouco mais de autenticidade, sem modismos, que transforme a vida das pessoas – por Prila Pacheco

P.S: criei “mesmizento” como adjetivo de mesmice.

Coisas simples da vida

Foto autoral

Ontem por um acaso encontrei essa borboletinha procurando uma terra verde pra aterrissar. ⁣

Da última vez que vi uma borboleta de perto foi no ano passaso…ela vinha do alto quase dando um rasante sobre a minha cabeça…tinha as cores preto e laranja e cheguei a fazer um poema sobre ela. ⁣

E por que essa borboleta amarelinha (ou bege?) tão suave? Me lembrei de algo que li sobre a arte nascer dos detalhes. Sim, as coisas simples estão muito mais ligadas a arte do que a gente pensa. Não precisa tanto de coisas mirabolantes, basta prestar atenção ao que está ao nosso redor no dia a dia… uma gota que cai sem parar da torneira da pia (também fiz poema disso, rs), o cão que não pára de latir na casa do vizinho, etc.⁣

É pra fazer textos com esses materiais simples? Não necessariamente. Muitas vezes observar a simplicidade nos leva a gratidão… pode nos fazer pensar em Deus…ela também pode organizar nossos pensamentos… enfim. Observar coisas simples é um exercício que deve, não por obrigação mas por questão de saúde e de arte, fazer parte da nossa vida. ⁣

E quando a simplicidade é bela e singela como uma borboleta, ela nos leva a ter esperança de que os casulos da nossa vida têm fim, não é mesmo?

– por Prila Pacheco


Série Espontânea: O monólogo virtual

Antes de mais nada deixo o aviso de que este texto é puramente coloquial…é como a sensação de você chegar em casa, colocar o chinelo, roupa de ficar em casa e se jogar no sofá. Eu não estava planejando escrever aqui agora e muito menos criar mais uma das minhas “séries” (risos), dessa vez com o nome “Espontânea”. Mas é por isso mesmo que estou aqui escrevendo, porque é algo espontâneo da minha parte. Eu não li nada, não pesquisei assunto nenhum, não selecionei nada. Apenas pensei e vim direto pra cá

De onde surgiu o desejo de fazer isso? Foi no Twitter. Sim, eu não estava aqui…eu estava em outro território virtual onde tem muita gente pra todos os lados falando tudo quanto é tipo de coisas. Lá você pode encontrar acima de tudo bastante ironias.

Pois é, me dei conta agora de que a rede mais irônica é o Twitter. Essa ironia pode ser sarcástica ou não. Mas o assunto aqui não é sobre mídias sociais não. Vim falar sobre falar sozinho nesses territórios…

P.S: também não estou preocupada se neste texto eu repetir palavras, como eu fiz no parágrafo anterior.

Voltando ao assunto a respeito de falar sozinha no Twitter, não acho incômodo…só acho peculiar. Me dá impressões de minimalismo, autenticidade e criatividade porque disso pode sair uma arte literária como um poema, uma rima, uma nova palavra (tenho essa tendência), um conto, etc. Quando paro pra pensar eu apenas penso o porquê disso. O porquê de falar sozinha todas as vezes que entro nessa terra de passarinhos azuis que gorjeiam. Será que é preu prestar mais atenção no canto dos pássaros?

Imagine. Você está no meio de um monte de gente e de repente você começa a falar coisas mas ninguém te escuta. Sensação de que as pessoas estão surdas ou cegas (no caso de linguagem escrita). Existem paredes virtuais ao seu redor e você está falando pra elas. O que você diz bate e volta pra você, e de tanto isso acontecer você percebe que está conversando consigo próprio, num monólogo.

Da informalidade eu pulei pra uma palavra difícil, não é mesmo? (risos). O que é um monólogo? Vejamos…segundo o Dicionário:

substantivo masculino

1.TEATRO: cena de peça em que o ator, achando-se só, fala consigo mesmo ou se dirige ao público, expressando seus pensamentos, as lutas interiores do seu espírito etc.

2.TEATRO: peça escrita para um único personagem; monodrama.

3. Ato de falar consigo próprio; solilóquio.

4. Discurso de pessoa que não deixa outros falarem.

Eu nunca fui boa para representar (dramatizar) personagens em peças teatrais mas pode ser que num monólogo eu me sentiria mais à vontade…exceto incorporar um personagem que não seja eu…Essa parte é difícil. Será mesmo que eu me sentiria à vontade, no meio de pessoas desconhecidas prestando atenção somente em mim?…Hum, não tenho certeza mas se for pra coreografar uma dança moderna ou um contemporâneo pode ser que eu não tenha restrições (risos)

O interessante do monólogo é que você aprende consigo próprio. É como se estivesse praticando um exercício auto-ditada, e pelo o que eu já li por aí as pessoas que aprendem melhor, aprendem sozinhas. Pessoas auto-ditadas desenvolvem melhor sua inteligência.

No assunto aqui em questão, eu falo do tipo de monólogo no Twitter. Existem redes sociais que precisam de diálogos…aliás todas as outras redes necessitam de diálogo, neh….senão não é rede social.

Já tentou falar com você mesmo de frente pro espelho ou já escreveu num diário/caderno (em breve pretendo abordar em detalhes aqui a respeito dessas duas atitudes) conversando consigo próprio? Pois bem, é mais ou menos isso que acontece comigo no Twitter. Já até pensei em chamá-lo de terra dos monólogos, ou Monogo City, ou Monogópolis… (risos)

– por Prila Pacheco

A autoestima e a maneira de pensar

Os recentes progressos da psicologia demonstram a importância da maneira de PENSAR. Eis alguns exemplos:

● UTILIZAR UM FILTRO MENTAL que consiste em permanecer fixado a tudo o que é negativo, ignorando os aspectos positivos, e em desvalorizar o positivo.

Exemplo:

– Como foi a sua festa domingo?

– Horrível! Choveu, a minha carne assada ficou cozida demais, eles não gostaram da sobremesa que eu tinha feito, um completo “fiasco”!

Na verdade, houve uma chuva passageira, ninguém reclamou da carne, e um dos convidados não comeu a sobremesa porque não gosta de pratos doces no final da refeição.

● EMPREGAR TERMOS COMO “DEVERIA, DEVE, É PRECISO”. Estas expressões passam a impressão de ser CONTROLADO pelo exterior, ao passo que termos como “Eu decido, eu escolho” aumentam a autoestima.

● COLAR UMA ETIQUETA. Em vez de dizer “Cometi um erro”, tratar-se de idiota ou de zero à esquerda.

● CULPAR. “É minha culpa, eu deveria ter imaginado que iria chover! É por minha causa, sou um ‘pé frio’, tenho azar em tudo o que faço!

Ou então culpar os outros sem perceber que também temos a nossa parte de responsabilidade no problema. “Tudo isto é culpa dos meus pais, eles não me deram o amor de que eu precisava!”

● ENCARAR O PAPEL DE VÍTIMA. “Não fui eu, é por causa deles, é culpa deles, eu não podia agir de outra forma, afinal é normal beber um pouco demais numa festa de casamento”, etc.

Uma boa autoestima é incompatível com um papel de vítima!

A boa notícia é que a maneira de PENSAR pode ser modificada e que, desta forma, a autoestima pode ser melhorada! Trata-se de ver as situações de modo global com os aspectos positivos e negativos e de se concentrar naqueles que são positivos, escolher as palavras que dizemos, assumir as responsabilidades em vez de se culpar ou culpar os outros, evitar tirar conclusões precipitadas e considerar as situações de forma tão objetiva quanto possível.

“Trata-se de aprender as suas línguas interiores. Uma grande parte da nossa existência se passa dentro de nós, conosco mesmos. Então é melhor explorar o terreno e tirar o melhor partido!” – Jean-Louis Servan-Schreiber

A autoestima é antes de tudo uma questão de PERCEPÇÃO e INTERPRETAÇÃO da realidade.

ACONTECIMENTO presente 》PERCEPÇÃO e INTERPRETAÇÃO deste acontecimento 》 SENTIMENTOS relativos ao acontecimento (Eles estão muito mais ligados à sua interpretação do que ao acontecimento propriamente dito!) 》 COMPORTAMENTO, ações (Eles são, em parte, uma resposta aos sentimentos)

Texto de Rosette Poletti e Bárbara Dobbs. Editora Vozes.

#autoconhecimento #autoestima #comportamento #interpretação #convivência #verdade #psicologia #percepção #realidade #aprendizado

Aniversário da viagem de férias – Parte 1

Há exatamente 1 ano eu estava em Winter Haven, Florida – EUA. Saí do Aeroporto Internacional Tom Jobim (conhecido como Galeão), no Rio de Janeiro, na noite de 16/01/2020 num voo para Houston, Texas – EUA e lá em Houston peguei outro avião para Orlando, Florida – EUA

Tive uma noite de viagem bem cansativa por conta das famosas turbulências. O avião enfrentou ventos contrários durante quase todo o trajeto e quando se aproximou da Colômbia deu um susto enorme em todos os passageiros por causa de uma movimentação estranha – após trepidar bastante e fazer com que louças da cozinha caíssem (eu sei porque estava sentada lá trás e ouvi a barulheira), a aeronave deu uma despencada de altitude e voltou pro lugar rapidamente, ou seja, ele desceu e subiu em questão de segundos. A duração do ato de “despencar” foi um pouco mais longo do que o de subir.

A turbulência mais forte (que mencionei no parágrafo acima) aconteceu logo depois dessa foto. Essa foi a hora da janta. Veja no mapa o local que o avião sobrevoava. Já estávamos quase no norte da América do Sul.

Falando assim parece ser nada, não é? Mas só quem estava ali, como eu por exemplo, é que sabe o que sentiu. O “coração veio na boca”, muitos gritaram, outros que estavam dormindo acordaram na hora e pensaram que o avião estivesse caindo. Pra minha “tranquilidade”, uma comissária de bordo viajava que próxima a mim (mas não estava a trabalho) ficou assustada com o que aconteceu e disse que em todos os anos de trabalho já tinha passado por coisas assustadoras mas nunca experimentara algo daquele jeito.

Resumindo, foi uma sensação simplesmente horrível e a viagem não estava perto de terminar. Faltava muito “chão ” (céu) pela frente até chegar em Houston. Depois daquele episódio preferi falar com Deus até o momento da aterrissagem, hahah. “Deus, por favor tenha misericórdia, não deixe esse avião cair…Eu preciso chegar em Orlando…etc”

Quando cheguei em Houston ainda estava escuro, talvez um pouco antes das 6h da manhã. Passei por todo aquele processo de chegada na Imigração, fiquei na fila, passei pela entrevista com a polícia, olharam meu visto, etc…ah, detalhe: tudo em Inglês. A partir do momento que saí do avião e entrei no aeroporto já precisei começar a falar em Inglês.

Foi tão boa a sensação de estar em outro lugar, um lugar diferente. Até as músicas tocadas (pela rádio) dentro do Aeroporto tinham estilo diferente…imagino que sejam características daquela região do Texas. Não era country não…era outro um estilo que não sei definir aqui.

O voo pra Orlando foi bem mais tranquilo, não houve turbulências e o estava céu limpo. Um lindo dia de sol.

Voo de Houston para Orlando. Que coisa linda

Ao chegar em Orlando precisei buscar minhas bagagens e aí tem sempre aquele lance de trocar de terminal, buscar algo aqui e depois ir pra ali…É nesse momento que muitos turistas se perdem, principalmente se não conhecem bem o local. Eu já conhecia o aeroporto de Houston mas o de Orlando não. Eu estava sozinha e então segui o fluxo: Pra onde o pessoal ia, eu ia também e se eu tivesse alguma dúvida eu pedia informações a alguém responsável por isso.

Reparei que nos aeroportos dos EUA existem pequenos trens que transportam os passageiros de um terminal para outro (ainda não vi isso aqui no Brasil), então é preciso ter muita atenção porque os terminais são identificados como A, B, C…e às vezes tem letras com números também e por aí vai.

Deu tudo certo e cerca de 1h depois eu já estava em Winter Haven, uma cidade pequena que está localizada próxima aos lagos…também fica perto de locais como Lakeland e um outro lugar que não me lembro o nome. É uma região de clima ameno e o Inverno lá é como o Inverno do Rio de Janeiro, por exemplo. Se bem de que achei o frio mais intenso num determinado dia que saí para ver estrelas no Bok Tower Gardens. Quase congelei, hahah.

Nessa época eu não estava ativa aqui no blog mas eu já praticava as páginas matinais (falarei delas em breve), então anotei algumas coisas durante os dias que estive lá. Tive bons 10 dias (parte das férias) descansando e passeando. Hoje bate uma saudade, ainda mais porque agora não tem como viajar daquele jeito que eu viajava, as coisas estão mais complicadas devido ao contexto atual.

Mas mesmo com saudade fico aliviada de saber que eu aproveitei a oportunidade e não me arrependo disso. Aproveitei cada momento. Ainda bem que passei parte das minhas férias numa viagem ao exterior porque agora eu não poderia fazer isso e na época em que eu estive lá, a pandemia estava no início e já havia chegado nos EUA. Me lembro que quando eu soube foi através de uma brasileira que mora lá e ela tinha visto a notícia da pandemia na TV e me contou. Mas não fiquei tão preocupada porque o problema havia chegado na Califórnia, bem longe da Florida.

Quando estive na Disney é que procurei ficar mais atenta porque havia pessoas de tudo quanto é lugar, e na minha viagem de regresso eu já estava usado álcool em gel com mais frequência. No aeroporto de Houston (voltando pro Rio) é que pela primeira vez vi uma passageira usando máscara. Mal eu sabia que aquilo se tornaria tão “normal” no dia a dia de pessoas do mundo inteiro.

Em breve volto aqui pra falar mais um pouquinho sobre essa viagem. Até mais! 😉

Preparação – Construção – Deixar legado

“De 0 a 30 é preparação. É estudar, é se expôr a novas experiências.⁣

De 30 a 70 é construção. Você vai mostrar pro mundo porque você veio. ⁣

De 70 pra diante é passagem de bastão. Deixe um legado.” – Teo Hayashi ⁣

Hoje vi esse autor respondendo a uma pergunta em seu Story (Instagram) e achei tão importante o que ele disse que resolvi anotar. Como entendi ser uma reflexão muito boa de se fazer, penso que todos deveriam saber disso e compartilho aqui a minha interpretação.

⁣Muitas vezes pensamos que a vida já precisa estar resolvida (em vários aspectos) antes dos 30. Para muitos, o número 30 parece ser tão pesado…mas será que estamos maduros o suficiente até os 30 anos? Preparação requer tempo, não acontece em cinco anos. Veja bem, a preparação começa desde quando nascemos.⁣

⁣E depois dos 30 ainda achamos que já estamos maduros para fazer muitas coisas, afinal já passamos dos 30 não é mesmo? Mas será que temos os fundamentos certos pra começar a construção? Há pessoas que começam a construir coisas (falo de coisas não materiais) nessa faixa etária e de repente tudo vem abaixo. Se você não se preparou no tempo certo, terá que se preparar depois dos 30, caso contrário não fará boas construções. ⁣

⁣E a partir dos 70 anos a função principal é deixar o legado. Como você deixará um legado sem ter feito nada, sem ter construído nada útil porque não se preparou direito? Está vendo como tudo está interligado e conectado? Só deixa legado quem conhece seu propósito, quem sabe quem é pra onde está indo. ⁣Legado é algo que costuma me chamar a atenção. Não cheguei aos 70 mas já penso em deixar legados. Hoje vivo coisas boas por causa de legados que deixaram pra mim, portanto quero fazer o mesmo.

Nossa geração (todas as gerações) precisa de pessoas que deixem legados, pessoas que mostrem a direção de forma madura por causa das experiências que viveu. ⁣

A vida é um ciclo e fazemos parte dele tendo nossas funções de acordo com o tempo no qual estamos inseridos. Pense nisso.

– por Prila Pacheco ⁣

O que está em tua caneca?

Tu vais andando com tua xícara de café…E de repente alguém te empurra fazendo com que tu derrames café por todo lado.

Por que tu derramaste o café?⁣

Porque alguém me empurrou!⁣

– Resposta errada!⁣

Derramaste o café porque tu tinhas café na caneca.⁣

Se tu tivesse chá, terias derramado chá.⁣
O que tu tiveres na xícara é o que vai se derramar.⁣

Portanto… Quando a vida te sacode o que tiveres dentro de ti… Tu vais derramar.⁣

Tu podes ir pela vida fingindo que a tua caneca é cheia de virtudes, mas quando a vida te empurrar, tu vais derramar o que na verdade existir no teu interior. ⁣

Sempre sai a verdade à luz.⁣
Então, terás que perguntar a si mesmo.

O que há na minha caneca?⁣

Quando a vida ficar difícil… O que eu vou derramar?⁣


Alegria… Agradecimento… Paz… Bondade… Humildade?⁣
Ou raiva… Amargura… Palavras ou reações duras?⁣

Tu escolhes!⁣


Agora… Trabalha em encher a tua caneca com gratidão… Perdão… Alegria… Palavras positivas e amáveis… Generosidade… E amor para os outros.⁣

O que estiver na tua caneca, tu és o responsável.⁣


E olha que a vida sacode. ⁣
Às vezes sacode forte.⁣
Sacode mais vezes do que podemos imaginar…” ⁣- por Mário Cortella