Versos de uma Quarentena: EXCESSOS

Você se considera alguém de excessos? Não falo de intensidade, falo de excessividade…aquelas coisinhas a mais que acompanham nossas atitudes mas que não são tão necessárias.

Esses dias eu tava lendo sobre cortar palavras em excesso num texto…tipo, se você escreveu um conto de 300 palavras, corte 30…se você escreveu um romance com 10 mil palavras, jogue fora 1 mil delas …se você colocou muitos advérbios no texto, corte todos eles. Enfim, ao produzir um texto de qualquer tipo sempre é necessário retirar dele algum excesso, e da mesma forma acontece com a nossa vida.
A gente já ouviu falar sobre cortar os alimentos gordurosos e os doces…quem segue uma dieta nutricional sabe do que estou falando. Quando você olha pra aquela barra de chocolate bate a vontade de agarrá-la com força e comer tudo de uma vez só, não é? Ou então vai comendo um pedaço de cada vez só pra consciência não ficar tão pesada. Apesar dessa barra ser uma delícia você sabe que ela vai se transformar em açúcar dentro do seu corpo e pode te presentear com uns quilinhos a mais, portanto ela não é tão necessária pra sua saúde e beleza física. Por esse ponto de vista, a barra de chocolate é um excesso.

Nosso raciocínio e forma de priorizar as coisas também estão relacionadas ao excesso. Você precisa raciocinar e não se deixar levar pelo impulso quando quer evitar algo desnecessário. Você precisa ser mais racional que emocional e é assim que a gente costuma agir quando é preciso priorizar algo. Exemplo? Você quer passar num concurso público mas gosta de curtir uma festinha ou passeio todo final de semana e durante a semana você está sempre se distraindo com aplicativos na internet. Como pensa que vai passar no concurso público se comportando assim? Você vai ter que priorizar algo e abrir mão do excesso, certo?

O excesso é algo que pode ser bom mas não é o melhor naquele momento ou em todos os momentos…depende da situação. Ter equilíbrio é a melhor forma de lidar com excessos. Veja em que situações você sente que excede em algo…Nas comidas? Nos sentimentos? Nos relacionamentos? Na atividade física? No consumo de produtos como roupas ou eletrônicos? No uso da internet e redes sociais? Caso descubra algo, sugestiono que faça o seguinte:

  1. Anote isso numa folha de papel
  2. Risque com uma caneta vermelha ou outra caneta colorida a atitude excessiva
  3. Escreva as seguintes perguntas: Por que quero/faço isso? Preciso muito disso agora? É necessário preu viver?
  4. Se as respostas forem Não, já sabe que isso realmente é um excesso e você pode descartá-lo
  5. Escreva o que você pode ganhar/adquirir cortando esses excesso. Exemplo: cortando doces eu posso ficar mais elegante; comprando menos roupas eu posso economizar dinheiro para fazer outras coisas que gosto; etc.

Qualquer forma de arte (inclusive escrever) está relacionado a isso também, pois o foco contribui no fazer arte.

Gostou das dicas? Se você tiver mais alguma deixe nos comentários. Até breve!

– por Prila Pacheco

#reflexão #blogdetextos #escritores

Versos de uma Quarentena: SOLITUDE EM ASAS

Hoje vi uma borboleta
Amarela, laranja, coral?
Não sei, mas vi que
Tinha listra preta
Passou voando debaixo
Da luz solar e refletiu
Sua sombra no chão
Do meu quintal
Mas não parou pra
Que eu visse sua beleza de perto
Devia estar mais ocupada
Com o que fazer
Do que com o que
Eu pensava dela
Coisas que só quem
Sai de um casulo sabe fazer

– por Prila Pacheco

DICA DE LEITURA: Jane Austen

Bom dia…trago essa sugestão de leitura: THE JANE AUSTEN TREASURY…um livro que reúne obras da escritora Jane Austen, inclusive “Pride and Prejudice” (Orgulho e Preconceito), que é considerado um clássico da literatura inglesa. ⁣⁣

Jane Austen (1775-1817) foi uma escritora inglesa, considerada uma das maiores romancistas da literatura inglesa do século XIX, autora de clássicos como “Orgulho e Preconceito” e “Razão e Sensibilidade”⁣

Pelos títulos desses clássicos dá pra perceber que ela gostava de contrastes e dualidades…Interessante⁣

⁣ Não sei se esse livro existe em Português mas algumas obras dele existem. Indico também para os falantes de Inglês (bom para praticar Reading) /ou estudantes de tradução literária. ⁣📚⁣ – por Prila Pacheco

#dicadeleitura #lereescrever #coletânea #romances #novel #janeausten #letrasportuguesingles #janeaustennovels #estudantesdetradução #traduçãoliterária #tradutores #literaturainglesa #século19 #filmes #prideandprejudice #orgulhoepreconceito #escritores #autores #clássicosdaliteratura ⁣#professoresdeinglês ⁣⁣ ⁣ https://www.instagram.com/p/CCJEzSFD97T/?igshid=6xkstx4klv68

Série: Resenha de Livros – O Diário de Anne Frank

Por que será que Anne Frank resolveu ter um diário? Em 20 de Junho de 1942 ela fala sobre dois motivos que a levaram a escrever um diário:

• Pensar que o papel tem mais paciência com as pessoas

Você concorda que o papel tem mais paciência que as pessoas? Para Anne Frank o papel sabia ouvir e sentir empatia, pois é isso que alguém paciente faz não é mesmo? Realmente faz sentido…o papel não fala, não dá opinião, não critica…apenas aceita. Ele aceita as pessoas do jeito que são e estão. Até mesmo quando o papel está vazio sem nada escrito é como se ele estivesse fazendo um convite: “Venha e aproveite esse espaço, sinta-se à vontade para você ser quem você é”


• Não ter amigos de verdade


O papel também é um amigo, já que ouve e entende quem nele escreve. Foi por isso que Anne Frank se sentiu tão à vontade para se abrir, visto que com suas amigas ela só conversava bobagens do cotidiano mas nunca expunha o que ela realmente sentia ou pensava. Ela não quis tratar o diário da mesma forma que tratava as amigas. Por isso Anne Frank deu um nome para o diário: Kitty. Essa seria sua mais nova e amiga íntima.

Você já teve ou tem um diário? Já escreveu tudo abertamente nele ou não?

Versos de uma Quarentena: DA ÉPOCA QUE EU CARIOCAVA


Um azulzinho básico só pra dar uma quebrada no padrão preto e branco⁣

Só porque num sabadão de sol como este bateu saudades…⁣

Saudades da época que eu cariocava e perto do mar eu chegava⁣

Mesmo que fosse ali na mureta quando o meu olhar se encontrava com a luz solar⁣

Refletida naquele fascinante espelho líquido a ondular… ⁣
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Se você não conhece O Forte de Copacabana, recomendo que faça uma visita. Um lugar lindo e fonte de inspirações ☀️⛱🌊⁣ #cariocasdagema #pontoturísrico #inspiração

– por Prila Pacheco

Versos de uma Quarentena: INFERIORIZAÇÃO (com origem na Cobrança e Culpa)

E sobre se inferiorizar? Se você ainda não leu minhas últimas postagens sobre Cobrança e Culpa, volta lá e dá uma olhadinha porque o assunto de hoje é continuação desses temas…assim você fica por dentro e irá entender melhor o assunto.

A Inferiorização forma a tríade com a Cobrança e a Culpa…as três estão bem juntinhas e misturadas porque pensando bem quando você se cobra e depois se culpa, acaba se inferiorizando. E o que é se inferiorizar? É você se sentir impotente, fracassado, frustrado…é você se sentir incapaz de qualquer coisa, se sentir diminuído e em desvantagem perto das outras pessoas…você até sente que a esperança está a milhas de distância de você e coisas boas são praticamente inalcançáveis. A inferiorização detona sua autoestima em todos os sentidos, essa é que é a verdade.


Quando você se sente assim é porque se culpa por não ter sido perfeito como gostaria, sendo que todos nós em algum momento iremos falhar e nem sempre as coisas vão sair daquele jeito que foi planejado ou pensado. Pode até ser que esses momentos sejam constantes, sempre se repetem e isso não é nada saudável pois compromete a saúde emocional e até física.


O problema é quando esse ciclo faz parte da vida de uma pessoa, e se inferiorizar se torna um hábito pra ela pois afinal ela já sabe que nunca tem suas expectativas satisfeitas, nunca consegue ser perfeita, sempre se esforça (se cobra) em vão e a todo momento se culpa, se pune e se condena. A vida se torna pesada, ela se torna sua maior inimiga e passa a não tolerar a si mesma…sempre se vê como a frustração ambulante. “Que valor eu tenho então?”, ela pensa. “Quem vai me valorizar desse jeito que eu sou”, ela conclui. E assim, se aproximar da inferiorização é apenas um pulo…ela vai se sentir um ninguém perto das outras pessoas.


O mais intrigante de tudo isso, é que esse ciclo é totalmente desnecessário pois cobrança, culpa e inferiorização têm fundamento irreal, têm base numa mentira. Sim, uma mentira…um sofisma. Ninguém é perfeito e por isso não há necessidade de se culpar…e por isso pra quê se inferiorizar, se fomos criados com excelentes capacidades? Percebe como agora tudo faz sentido?
Quando você se enxerga de forma inferior, não está se vendo como realmente é, e mais uma vez está se baseando em algo irreal, algo que não é a verdade. Há necessidade de estar aprisionado a essa tríade destrutiva e sofrer? Fique certo de que Deus não te criou para isso.

– por Prila Pacheco